A ética sob o olhar de quem não a tem
Movimentos sociais no campo: Uma nova visão para um antigo problema

A mídia fala muito sobre o crime de Pedofilia, mas, existe esse crime?
No entanto, cabe dizer que nem sempre o que queremos ouvir, é o mais justo ou mais adequado. No calor da emoção, no clamor social, o ódio ocupa o lugar da razão, e nasce então, a vontade de vingar-se.
O propósito do Direito Penal não é vingar, mas sim, aplicar uma pena que seja proporcional ao mal cometido pelo infrator, respeitando sempre a dignidade da pessoa humana, mesmo que em alguns casos, essa pessoa pareça não a merecer, ou então, nem mesmo pareça ser humana.
A Pedofilia é um típico caso em que, devido ao clamor social, o ódio toma o lugar da razão, as emoções afloram e, surgem então, batalhões de vingadores, que em nome dos indefesos, atacam os suspeitos, que são suspeitos apenas para a justiça, pois a sociedade cega já os condenou, com apoio da mídia.
A mídia, peça fundamental nessa complexa engrenagem, surge como o carrasco que coloca a forca no pescoço do condenado, e sem titubear, julga, condena e até mesmo, cria novos crimes, como é o caso do chamado crime de Pedofilia.
Palavra de origem grega, pedofilia é a "qualidade ou sentimento de quem é pedófilo", e este adjetivo designa a pessoa que "gosta de crianças". Esse termo foi amplamente divulgado pela mídia nos casos em que Michael Jackson envolvera-se com menores, por dizerem que ele gostava das crianças, e daí então, não mais saiu de nosso vocabulário, chegando-se até mesmo, a imputar a esse adjetivo um crime.
A mídia brasileira não cumpre seu papel de informar, de forma correta e imparcial, e também, não respeita os direitos de quem ainda é considerado suspeito, pois mostra de forma inconseqüente e sensacionalista as identidades dos acusados, e tudo isso em troca de mais alguns pontos de audiência.
O nosso Código Penal,em seus artigos 213, 217, 218, 227, 228, 233 e 234, e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), nos artigos 232, 241, 242 e 243, descrevem os crimes em que as crianças podem ser vitimas, mas cujos eventuais autores jamais serão pedófilos.
Os apresentadores dos programas de TV, cujas matérias vinculadas são na maioria de cunho policial, não se dão o trabalho de ao menos, pesquisar o sentido das palavras que eles usam, e o mais grave, não sabem nada de Direito, e mesmo assim, comentam sobre os fatos de forma inconseqüente.
Eles são formadores de opinião e deveriam ser responsabilizados por seus atos, pois informam de forma errada, não respeitam a dignidade das pessoas e ainda sentem-se no direito de julgar e condenar cidadãos.
Por Márcio Ribeiro
Projeto proíbe recusa de pagamentos em cheques ou cartões
O autor do projeto destaca que o texto não proíbe a recusa de cheques com restrições na praça, mas impede práticas como a recusa de cheques de contas abertas há pouco tempo e restrições quanto a bancos, por exemplo.
Inconstitucional
Para Capitão Assumção, a recusa dos cheques ou cartões como forma de pagamento é inconstitucional, pois a Constituição não determina que o consumidor seja obrigado a pagar somente em dinheiro.
No entanto, ele ressalta que a legislação não impede que o empresário negue o recebimento, contanto que o faça de forma clara e em local visível ao consumidor. "A proposta tenta impedir práticas abusivas como restrições a determinadas bandeiras de cartões de crédito ou débito e a limitação de valores aceitos", explica.
Tramitação
O projeto terá análise conclusivaRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. das comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fontes e agradecimentos
Agência Câmara
Caso Uniban - Freud poderia explicar tal ato de massa?
do ter tamanha repercussão dentro do universo acadêmico, sendo que milhões de jovens veêm-se impedidos de estudar em uma universidade, e outros tantos sofrem com o ensino de péssima qualidade ministrado por elas?Temos uma massa disposta a descriminar, acusar, criticar, ofender, insultar, humilhar e apontar erros, mas essa mesma massa não manifesta-se de forma tão articulada, quase como um exército norte-coreano, ma hora de sair as ruas e manifestar-se contra aumento de mensalidades, por exemplo, ou contra aumento na tarifa do transporte público, que afeta não só aos estudantes, mas a população em geral.
A mesma pessoa que enfrenta uma camera de tv para criticar e dizer quantos centímetros a mais deveria ter o vestido da tal moça, não a enfrentaria para dizer que sua rua ta sem asfalto, seu ônibus passa lotado todo dia quando ela o pega, ou que, o IPTU da sua casa vai subir por ordem do Kassab.
Casos como esse mostram como o cidadão pode ser de forma inconsciente tendenciado a seguir ou não, certos dogmas impostos por nossa sociedade, e contraditóriamente vemos mulheres que se dizem vitimas de preconceitos de uma sociedade machista, sendo as primeiras a agirem de forma preconceituosa.
A Uniban, por sua vez, em uma má fadada tentativa de ver-se livre de um problema ocasionado por ela, pois ela permitiu a entrada dessa aluna com tal vestido , e em um exemplo gritante de até onde a mercantilização do ensino chegou em nosso país, primeiramente omite-se covardemente em meio ao tumulto causado dentro de seu campus, depois de forma imperativa expulsa a aluna na tentativa de "eliminar o problema" e mais tarde de forma confusa, volta atrás em sua decisão readmitindo a aluna.
Este caso nos mostra desde o despreparo do brasileiro em lidar com situações de adversidade, inclusive de intolerância grave, até a falta de seriedade que o ensino universitário privado vem tendo com a educação dentro e fora de nossas instituições de ensino.
A crise no senado à luz da governabilidade
O que vale mais? Manter a tão famigerada governabilidade ou os princípios de um programa de governo?Bem, se a sua resposta foi "manter a tão famigerada governabilidade", bem vindo ao PT, à base aliada e ao "ARRAIÁ" do senado!
Fico impressionado com o que o PT e o governo LULA estão fazendo em troca da governabilidade, do apoio do PMDB, e por consequencia, do senador, ex-presidente da republica e maior empregador do senado, Jose sarney, do Maranhão, quer dizer, Amapá (não se confunda, tudo é Brasil ué!).
E tudo isso, em troca do apoio do PMDB à candidatura de Dilma, à não instalação da CPI da Petrobrás, tão reivindicada pelo DEM/PSDB, e a troca de outros "favores", quer dizer, governabilidade. (lembre-se, troca de favores=governabilidade)
O fato é que a muito tempo o PT se enveredou por um emaranhado de escândalos, de falta de comprometimento e esquecimento, de tudo que fora prometido durante anos e anos de campanha petista, aliás, quem não lembra das duras criticas feitas por Lula ao então presidente da republica Jose Sarney, à frente do plano cruzado, inflação astronomica e muitas outras características peculiares, só encontradas em governos encabeçados por pessoas ditas "coronéis", que nada mais sabem fazer do que olhar ao redor do seu próprio umbigo.
E vocês percebem como mudam os discursos no senado? Chegam ao extremo de atacarem Sarney em um dia e defende-lo em outro, como se sofressem de uma espécie de amnésia causada por uma bactéria em forma de estrela! Aliás, trata-se de doença altamente contagiosa, pois estudos comprovam que já contaminou mais de um parlamentar, inclusive destruindo o sistema vergonhoso também (o nome parece com sistema nervoso, mas é vergonhoso mesmo).
Bem, estarrecidos e envergonhados, sim, envergonhados com tudo isso que esta ocorrendo, esse jogo de empurra-empurra, toma lá-da-cá, troca de favores entre outras aberrações, nós, brasileiros e eleitores, ficamos aguardando pela moralização do senado, renovação dessa corja que lá esta, e talvez, dias melhores.
Aos que ao contrario de mim, esqueceram-se das promessas de nosso presidente, que foi durante anos a nossa única esperança por um Brasil mais justo e menos desigual, com um governo comprometido com a população e com a melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros, ofereço esse vídeo, da campanha eleitoral de 1989, para a sucessão presidencial do então presidente da republica, Jose Sarney.
Preconceitos e generalizações ameaçam o futuro da advocacia criminal no Brasil.
Foi diante da brilhante matéria da revista VISÃO JURÍDICA - edição 35 - Que me deparei com o futuro de minha profissão, e tive a noção do quão injustiçado é o advogado criminalista. Já como se não bastassem as dificuldades da profissão e seus respectivos perigos eminentes a esta profissão, percebi que, o advogado criminalista é mais injustiçado do que eu pensava, ao ponto de ser ligado quase que de forma automática, ao aumento da insegurança de nossa sociedade frente ao surgimento de um poder paralelo vindo de dentro das cadeias.Com o surgimento de facções criminosas dentro e fora dos presídios, e com a descoberta do envolvimento de alguns advogados, repito, alguns advogados ligados aos ataques fora das cadeias, criou-se uma atmosfera em torno desta brilhante e digna profissão, com uma sensação por parte da sociedade de que o advogado criminalista é uma espécie de advogado do crime.
O advogado criminal tem como seu objetivo principal, atuar para garantir um julgamento justo ao réu, assegurando o direito constitucional de defesa. O advogado que usa de sua nobre profissão para facilitar o exercício do crime não é digno de ostentar-se advogado, e deve sim, ser punido rigorosamente.
Porém, generalizar e difundir a ideia de que o advogado criminal age em conluio com o crime, além de um devaneio, é sim, uma irresponsabilidade e uma falta de respeito com tão digna profissão.
Fontes e agradecimentos:
- Revista Visão Jurídica - Edição 35 - páginas 36 à 40 - Coluna Ponto de vista de Ricardo Miranda
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Biopirataria - Conheça o que esta por trás de muitas ONG's
Algo que me preocupa constantemente, é o surgimento indiscriminado de ONG's de outros países que, ao instalar-se aqui com fins de ajuda humanitária, como nos casos de índios, desmatamento e entre muito outros, usam esta suposta "fachada" para praticar algo bem menos nobre, a Biopirataria.Mas você sabe o que é Biopirataria?
O Termo biopirataria tem sido muito utilizado pela mídia especialmente a partir da década de 1990, período em que a biotecnologia foi impulsionada por meio da utilização de organismos vivos como matérias-primas para a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos industriais.
A biopirataria caracteriza-se pela apropriação de recursos biológicos e de conhecimentos tradicionais indígenas ou de comunidades locais por empresas multinacionais ou instituições científicas internacionais, que passam a ter controle exclusivo sobre eles sem autorização desses grupos ou do país de onde foram extraídos.
A biopirataria tomou fôlego em decorrência da falta de proteção da biodiversidade do planeta e vem ocorrendo em grandes proporções no Brasil, um alvo muito cobiçado por biopiratas do mundo todo.
Em geral, esses traficantes, recrutados pelos grandes laboratórios farmacêuticos internacionais, entram nos países que são alvos de espoliação como turistas ou missionários religiosos, recolhem amostras de organismos vivos das florestas e integram-se nas comunidades autóctones ou nativas para compilar os conhecimentos que eles têm para, em seguida, levá-los ao exterior.
São estes traficantes que entram em nosso território, com a "doce" missão de estudar o canto do uirapurú, ou a tão famosa Pororoca.
Porém, de 7 de junho de 2005 pra cá, já temos legislação que tipifica esse ilícito, e pune com multas e sanções administrativas, à pessoas físicas ou jurídicas, mas ainda não as coloca na cadeia, como deveria.
Trata-se do decreto 5.459/05, um avanço nesta área, que preocupa muitos cientistas brasileiros ou a qualquer brasileiro que assim como eu, sente-se "invadido" ao saber que cientistas de outros países chegam ao absurdo de pesquisar e patentear recursos genéticos providos de nosso território, como o tão famoso caso do cupuaçu, planta amazônica da mesma família do cacau, um alimento tradicional indígena, cujo nome foi patenteado em 1998 por empresa japonesa. Em 2004, o registro da palavra foi cancelado no Japão por pressão de ONGs amazônicas, mas ainda está sendo contestado no continente Europeu e nos Estados Unidos da América.
Ou seja, eles vem aqui, roubam o que é nosso, e ainda questionam, um absurdo. Este decreto regulamenta:
- Soberania do poder público sobre os recursos genéticos existentes no território nacional,
- Participação das comunidades locais e dos povos indígenas nas decisões sobre o acesso aos recursos genéticos,
- Prioridade, no acesso aos recursos genéticos, para os empreendimentos nacionais,
- Promoção e apoio dos conhecimentos e tecnologias dentro do país,
- Proteção e incentivo à diversidade cultural,
- Garantia da biossegurança e da segurança alimentar do país;
- Garantia dos direitos sobre os conhecimentos associados à biodiversidade.
Nota: Neste artigo eu não generalizo em hipótese alguma o trabalho das ONG's, que na sua maioria, exercem um papel nobre e inclusive, ocupando o espaço deixado pela ausência do estado e descumprimento da constituição federal e de outras leis vigentes.
Fontes e agradecimentos:
- Limites Éticos
- Portal da Presidencia da República
- Portal do Ministério de ciência e tecnologia
- Wikipédia
- Apremavi - (imagem)
As novas leis que surgiram no ano que passou - Quando a quantidade não esta ligada à qualidade
E como pode-se aprovar tantas leis, e não mudar o panorama nacional de política pública? A resposta é simples - Aprovando leis que tratam de assuntos pouco importantes, como homenagens e datas comemorativas.
Sim, mais da metade de nossas novas leis, tratam de assuntos deste tipo. Para se ter uma ideia (ideia sem o acento , assim como o nome do blog que mudou, devido a nova ortografia adotada), mais da metade delas tratam de homenagens, de datas comemorativas, de remanejamento de recursos orçamentários, criação de cargos em comissão, entre outras matérias de pouca importância na nossa política pública.
Entre as leis relevantes aprovadas, destaco as leis que regulam o reconhecimento das centrais sindicais, a polêmica e necessária Lei Seca (que evitou centenas de mortes em nosso trânsito e tirou de circulação motoristas embriagados), a lei que regulariza o piso nacional para os professores, a lei regulamentadora da já adotada pela jurisprudência brasileira Guarda Compartilhada (onde agora pode-se dividir a guarda dos filhos e suas respectivas responsabilidades, entre os pais, de forma que o crescimento dos mesmos se faça mais presente pelos seus genitores), a regulamentação da ampliação da licença-maternidade, a nova regulamentação do estágio remunerado, a tão necessária lei de combate à pedofilia, política nacional de turismo e a lei regulamentadora do famoso PAC.
Para esse ano, projetos de leis importantes deverão entrar em votação, e outros já encontram-se apenas aguardando emendas e/ou serem sancionados pelo presidente da república. Acompanhe aqui, a tramitação de novas leis, e assim como eu, não percam a esperança em leis que interessem à todos nós e que tragam uma verdadeira mudança no panorama nacional, sejam votadas.
Fontes e agradecimentos:





















